“AVANÇADOS MÉTODOS” DE REABILITAÇOM E REINSERÇOM EM INSTITUIÇONS PENITENCIÁRIAS
Ao rematar o seu discurso na Universidade de Salamanca, pocos dias depois da sublevaçom fascista de 1936, Millán Astray berrou
“¡¡Abaixo a inteligência !! ¡¡Viva a morte…!!”
E Miguel de Unamuno, alí presente, respostou-lhe:
“…Vencereis…, porque tedes sobrada força bruta. Pêro nom convencereis. Porque para convencer há que persuadir. E para persuadir, necessitariais algo que vos falta: raçom e direito na luita”.
No ano 2005 houve 33 mortos por suicídio nos cárceres do Estado espanhol, o que supom umha taxa anual de 68 por cem mil habitantes (11 vezes superior à taxa de suicidio na populaçom geral do Estado). Ou o que é o mesmo: 1 de cada 5 presas/os que morrem no cárcere, é por suicídio, superando as taxas de Ourense e Lugo que som as mais altas em mortalidade suicida de todo o Estado espanhol e que, na Europa, só som superadas por algumhas comarcas de Hungria. Agora bem, os/as psiquiatras e psicólogos/as de Instituiçons Penitenciárias dim que estas/es presas/os que se suicidam já adoeciam de problemas mentais antes de entrar no cárcere e que, todas elas/es, tenhem umha “personalidade criminal” que impede-lhes beneficiar-se dos “avançados” métodos de tratamento, reabilitaçom e reinserçom social do Sistema Penitenciário espanhol.
Estes “avançados métodos” de reabilitaçom e reinserçom, combinam as psicotecnologias mais modernas de “dispersar para reabilitar” (seguindo os modelos “Guantánamo” e “euro-cárceres da CIA” dos Estados Unidos, de comprovada eficiência e discreçom) com a nova tecnologia “FIES”, sistema espanhol de “reabilitaçom intenssiva” para presas/os que precisam programas específicos, que baseam a súa eficiência na incomunicaçom absoluta das/os presas/os com a sociedade e familiares, asi como na supressom de toda classe de direitos e liberdades fundamentais.
Estas “revolucionárias” inovaçons de Instituiçons Penitenciárias, representam um cámbio radical nos métodos de tratamento, reabilitaçom e reinserçom penitenciários. Pretendem, que a combinaçom da tortura psíquica, a incomunicaçom e a disperssom, acabe com a reivindicaçom da sociedade e das Organizaçons de ajuda às/os presas/os, de um trato às/os presas/os baseado no respeito aos direitos humanos, na facilitaçom da comunicaçom com o seu entorno familiar e social e no translado a cárceres situadas na súa Terra Nai.
Unamuno, o mesmo dia que fizo frente a Millan Astray, foi arrestado e submetido a regíme de incomunicaçom domiciliária até a súa morte acontecida meses depois, sem que renunciara a um só dos seus ideiais. Setenta anos depois, os “avançados” sistemas de reabilitaçom e reinserçom aplicados a Giana e Ugío e centos de presas e presos por Instituiçons Penitenciárias, fracassarám também, porque nom se pode reabilitar nem reinsertar a ninguém da raçom e do direito a luitar polas liberdades e a soberanía do seu Povo.