Solidariedade galega presente na histórica manifestaçom em defesa d@s pres@s e exiliad@s basc@s em Bilbo
Fara umha semana quando nos plantejamos a possível ideia de acudir a manifestaçom que o colectivo ‘Egin Dezagun Bidea’ (Fagamos caminho) convocava o dia 8 de janeiro em Bilbo.
De seguida a ideia converteu-se em prioridade para @s solidari@s galeg@s, umha vez decidida a nossa vontade comezarom os preparativos, puxemo-nos maos à obra e contactamos com representantes da mobilizaçóm convocante, onde nos deixarom bem claro a sua positiva acolhida e animarom-nos para a realizaçóm das nossas intençóns.
Umha vez preparada a gestiom da viagem c@s solidari@s galeg@s e a coordinaçóm das pautas que nos indicárom @s companheir@s basc@s para acudir a manifestaçóm o obxectivo fundamental já estaba realizado.
Depois da análise realizada, as nossas intençóms eram claras e directas, pretendiamos coa nossa presência em Bilbo transmitir e exigir o seguinte:
-A plena e incondicional solidariedade galega ao povo basco, em concreto aos e às combatentes represaliadas.
-A aboliçom da actual lei e gestiom penitenciária que vulnera os direitos mais básicos e elementais d@s pres@s politic@s.
-A solidariedade e socializaçóm da repressóm que o estado espanhol exerce sobre a nossa Terra (Galiza), sobre o movemento independentista, sobre a sociedade consciente e combativa e sobor de todo sobre @s noss@s combatentes represaliad@s e encarcerad@s.
Em tam só pouco mais de seis anos já passarom mais de umha docena de pres@s independentistas galeg@s polas cárceres de exterminio, ferramentas da estrategia repressiva do estado espanhol, coas que pretendem derrotarnos. Nelas vulneram-se todos os direitos fundamentais e básicos d@s pres@s, a dispersom, incomunicaçóns, torturas, humilhaçóns, etc, som tam só algúns dos métodos utilizados cos que pretendem agredir às e aos nossos combatentes, familiares e demais entorno social para acadar os seus intereses, mas estes intereses ven-sem frustrados coa enteireza que caracteriza a luita comprometida e coerente das e dos nossos presos. Isto dentro dos muros, mas também nas rúas do país cada vez a solidariedade e consciencia da sociedade galega aumenta e medra de tales formas que evidenciam o conflicto existente que asobalha a nossa naçom. Quanta maior repressom maior resposta.
CRONICA:
Partimos na madrugada da sexta feira dia sete de janeiro cara Bilbo. Numha noite fria, nestas que che tremem as pernas e xeam-se-che as maos, nas nossas faces podiam-se ver sentimentos e faciamo-nos as típicas perguntas como: vai ser unha mani histórica, vai ir multitude de gente, bom dia para conhecer o páis (comentabamos-lhe a um companheiro que nunca estivera em EH), @s noss@s pres@s estarám presentes!!, sem dúvida vai ser umha acumulaçom de forza e dignidade da sociedade euskaldum ou agardemos que isto sexa um paso decisivo para cambiar as ilegais leis penitenciárias. Estes forom algúns dos comentarios que kilometro a kilometro xurdiam dos nossos beizos, íamos mentalizando-nos e sentiamos emoçom de ledicia e orgulho por poder acudir o día de luita que agardavamos impacientes, que chegara já!, coma cativos.
A viagem fixo-se curta, aproveitamos para descansar, os que nom conducimos claro, poucas paradas para chegar cedo, já que dous companheiros quedaram-se durmidos, e partimos com algo de retraso mais recuperamos bem e depois de passar a desoladora estepa castelá e Burgos chegamos a EH.
Umha vez alí dirigimo-nos à morada dumha solidaria galega onde nos deu cobertura para alojar-nos e facilitou-nos a planificaçom das nossas intençons nas quais ela também participava, graças a ela fixo-se todo mais levadeiro e doado.
Sobre as 15:30 o estómago apretava, assím que dirigimo-nos cara o casco velho bilbaino onde pretendiamos jantar para recuperar forzas. Ali atopamo-nos com um descomunal ambiente festivo-reivindicativo, multitude de solidari@s basc@s, faixas, cartazes e música ao ritmo da txalaparta que evidenciavam que algo acontecia, pois nom era um dia comùm, o povo estava na rua, na sua defesa legìtima, na que reclamavam dereitos para os seus presos e as suas presas e exiliad@s.
Entre a alegria e admiraçóm nas nossas faces buscamos sem parar algumha taberna ou bar para comer uns bocatas, foi missóm imposivel, pois a hostaleria estava desbordada debido as decenas de miles de pessoas que ainda duas horas antes da manifestaçòm já estavam nas rúas, decantámo-nos entóm por uns pintxos e umhas canhas coas que enchimos o estómago.
Mentres faziamos tempo conhecendo algúns companheiros bascos, coma os do colectivo ekinklik entre outros, cos que compartimos saudaçons internacionalistas e diversas opinións e agradável companhia.
Chegada a hora para acudir à manifestaçóm, colhemos o metro e dirigimo-nos cara o sitio de quedada previo, onde recebemos por parte de membros destacados da esquerda abetzale as derradeiras instrucçons ordinarias. Comunicam-nos e organizam-nos como já sabiamos da seguinte maneira: a maioría da comitiva galega acudiría no bloco internacionalista (cataláns, castelàs, andaluzes, corsos…) e dous membros da comitiva galega posicionariam-se de maneira simbólica na cabeceira da manifestaçóm (onde a faixa) em representaçom da solidariedade galega.
Entre a multitude de gente, dirigimo-nos ate alí, e alí estavamos nós coma agulhas num palheiro entre miles e miles de pessoas. A manifestaçóm desbordou toda previsóm. Bandeiras da patria e da Plataforma que voltem para casa ondeavam polos que nom estám, num ambiente emotivo e reconfortante.
O percurso desenrolou-se tranquilamente sem incidencias, de nom ser as protagonizas antes da saída da manifestaçom pola ertzaintza enpenhada em crispar e obstaculizar o acto, mas nom derom problemas doutras ìndoles e conformarom-se cum seguimento exaustivo onde dous helicópteros sobrevoavam sem cesar por enriba nossa.
Depois do transcurso da manifestaçom que rematou no consistorio do concelho lerom-se os pertinentes comunicados nos quais reclamavan pasos ao governo francés e espahol para que ponha fim a ilegal política penitenciária à que calificarom como venganza repressiva. Para rematar uns simbólicos bertsos e cançons como “hator hator” interpretadas por Fermín Muguruza, Inés Oxinaga e Jon Garai fizerom bailar com aires de espranza a multitude alí concentrada.
Damos por concluida a jornada e o obxectivo, calificando-o de positivo.
Certo é que partimos com frío nas pernas e nas maos mas recolhemos um inmenso calor co punho em alto do trato recibido pola naçóm irmá, das experiencias vividas nesse longo día, por fazer posível que Antom, Maria, Santi, Xose, Eduardo, Teto , Miguel e Telmo estiveram presentes.
Agradecer também a todas as pessoas que fixerom posivel a viagem, ao Organismo Popular Anti-Repressivo Ceivar e à Plataforma Cidadá Que Voltem para a Casa! e em especial à companheira de Bilbo polo trato alí recibido.
Despido-me cumha breve e concisa reflesóm pessoal. A solidariedade Galega está por enriba de muros e fronteiras, onde haxa um preso ou presa, um/a represaliad@ galeg@ aí estaremos nós, @s solidari@s, onde prima a unidade que nos une pola defesa d@s noss@s represaliad@s. Mas quem intenta aproveitar-se com fins partidistas ou individualistas da situaçóm dos nossos/as combatentes nom merece mais que o rechazo e repulsa do povo. Estas prácticas denigrantes por partes de sectores que se fam chamar independentistas por absurdo ou desprezável que pareza estam a acontecer na actualidade. Fago um chamamento ao cese destas atitudes polos sectores implicados. Devemos e é a nossa obligaçóm, facer da solidariedade, a unidade da sociedade consciente.
LIBERDADE PRES@S INDEPENDENTISTAS GALEGOS/AS!!!
EUSKAL PRESOAK ETXERA!!!
10/01/2012
Xurxo Rodríguez Olveira


